July 01

Quando a Exigência se torna nossa Inimiga

EDIÇÃO Nº46 | JULHO - AGOSTO - SETEMBRO | 2019

BREVE EXCERTO

“Com alguma facilidade e de uma maneira geral, todos podemos entender o que significa ser exigente, na medida em que, em maior ou menor grau, todos possuímos padrões de exigência e de expectativa no que respeita ao comportamento e desempenho. Estes padrões poderão implicar algum nível de stress, mas desde que não sejam em excesso nem comprometam a adaptação e a funcionalidade, são de grande utilidade na orientação para a ação e para o crescimento pessoal.

No entanto, quando o nível de exigência e de cobrança é demasiado grande, o confronto com as obrigações poderá tornar-se angustiante e traduzir-se em cansaço persistente, perda de energia, tristeza, ansiedade, irritabilidade e até no desejo de procastinar.

Neste caso, é frequente as tarefas serem percecionadas como demasiado exigentes, dando lugar à instalação da dúvida quanto à capacidade para cumpri-las, à desvalorização do trabalho já realizado e à antecipação de resultados insuficientes. Esta urgência em responder às expectativas pessoais e sociais, poderá levar a um desempenho extenuante, sobressaindo a dificuldade na gestão do tempo, bem como em distinguir o essencial do acessório com prejuízo para a produtividade, qualidade do trabalho e cumprimento de prazos.“

 

Quando a Exigência se torna nossa Inimiga

De Joana Simão Valério

July 01

Sobre Adolescência e Identidade

EDIÇÃO Nº46 | JULHO - AGOSTO - SETEMBRO | 2019

RESUMO

“O presente artigo tem por objetivo discutir a questão das transformações da identidade adolescente na contemporaneidade. Partindo da obra de sociólogos, psicólogos e psicanalistas tentaremos delinear uma noção de identidade que supere a falsa dicotomia entre indivíduo e sociedade, criticada por Freud (1921). Se nos constituímos na e pela relação com os outros e com a cultura, podemos pensar que a metamorfose identitária adolescente nos auxilia na compreensão de questões do cenário social mais amplo, o que é fundamental para que nossa prática clínica não seja alienada, reforçando estereótipos acerca da adolescência. Por fim, cremos que a leitura histórica e social da adolescência nos possibilita diminuir os preconceitos da concepção naturalista que transforma questões que tem origem social em algo inato, universal e desinteressado, criando práticas e modos de pensar estabelecidas como naturais e que ocultam o jogo de forças presente no cenário social.“

 

Sobre Adolescência de Identidade

De Vinícius Romagnolli

July 01

Quer fazer Psicoterapia?

EDIÇÃO Nº46 | JULHO - AGOSTO - SETEMBRO | 2019

BREVE EXCERTO

“*A entrevista psiquiátrica é, primariamente, uma situação de comunicação vocal, em um grupo de dois, mais ou menos, voluntariamente, integrado, desenvolvendo-se progressivamente, numa base cliente-perito, com o propósito de elucidar padrões característicos de viver, da pessoa sujeito, os quais vivencia como: ou particularmente perturbadores ou particularmente valiosos, e dos quais, por os revelar, espera derivar benefício. Harry Stack Sullivan (1954) The Psychiatric Interview (Norton, N. Y.)

 

Feita assim, a pergunta é claramente ambígua. Estou a perguntar a um presumível cliente se quer fazer psicoterapia comigo, ou a um presumível novel psicoterapeuta se se quer dedicar aquela “arte”. Se esquecermos a segunda opção, que daria para um outro artigo, o melhor é que consideremos a situação em que um paciente, que veio à minha consulta, está interessado em fazer psicoterapia? (...)“

 

Quer fazer Psicoterapia?

De Orlindo Gouveia Pereira

April 01

Professores - "Líderes" de uma oportunidade perdida!

EDIÇÃO Nº45 | ABRIL - MAIO - JUNHO | 2019

BREVE EXCERTO

“É do conhecimento geral a lacuna grave de boa liderança existente em Portugal , quer no meio empresarial, quer no mundo político.
No primeiro caso, por exemplo, continua a discutir-se a flexibilidade variável laboral como variável fundamental para o sucesso das empresas e no segundo, basta atentar nos casos jurídicos em curso identificados pela Procuradoria-Geral da República, a par das medidas caricatas que os governantes de quando em quando se lembram de implementar.
Na realidade, liderar bem nas empresas e organizações em geral implica saber aproveitar as pessoas para potenciar os seus recursos e competências em prol do negócio e não dispor das pessoas a seu belo prazer em função do melhor ou pior andamento dos negócios...muitas das vezes da exclusiva responsabilidade de quem lidera...mal. Liderar bem não consiste em estabelecer políticas salariais de miséria, desmotivadoras da produtividade e da qualidade, nem muito menos abusar do horário de trabalho dos colaboradores sem qualquer retribuição extra!
Liderar bem deveria ser sinónimo de total integridade quando em funções de Estado e não aproveitar-se das ditas funções para retirar vantagens não fundamentadas no mérito das acções praticadas. Liderar bem implica não implementar medidas hipócritas e ridículas como a recente e famosa redução da taxa de IRS para atrair talentos que entretanto os maus e incapazes líderes do país escorraçaram sem pudor ou vergonha!
Perante este quadro geral, seria de esperar que tivéssemos na forja a criação de uma nova geração de novos e melhores líderes no nosso país. Essa geração estaria a ser moldada hoje por uma classe profissional empenhada e motivada na sua missão, não apenas de educar, mas também de formar cidadãos - os Professores.“

 

Intervenção Neuropsicológica num Adolescente Sujeito à Remoção de uma Neoplasia Parietal Esquerda

De Manuel Domingos, Catarina Calado, Natasha Cordeiro e Inês Simão

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