October 25

A Procrastinação

EDIÇÃO Nº34 | JANEIRO - FEVEREIRO | 2017

BREVE EXCERTO

”Em vez de ser realizada, as tarefas ou objetivos são postos em segundo plano e substituídos por ações de menos importância, mesmo havendo a possibilidade de consequências negativas advindas da não realização das tarefas em causa. Por norma, estas tarefas possuem um carácter necessário para os indivíduos que as relegam, enfatizando as consequências que podem ocorrer.

Mas então, porque procrastinamos? Existem diversas razões para procrastinar, muitas das quais não são conscientes no nosso funcionamento e que passam por questões relativas às tarefas, podendo estas ser monótonas e repetitivas ou difíceis ou desconhecidas para o indivíduo, não sabendo como a realizar. Neste seguimento, uma fraca gestão do tempo também pode levar à procrastinação, podendo a pessoa não pensar e planear a tarefa de forma adequada, não avaliando corretamente os passos que tem de realizar ou o tempo que precisa para a sua execução. Por outro lado, as razões podem não estar nas tarefas mas sim no executante e, aqui, podemos encontrar pessoas com dificuldades de concentração, que não permite o início e adesão fácil à tarefa, ou alguém ansioso, obsessivo ou perfeccionista, que não se permita realizar a tarefa de forma fluída, colocando em causa cada passo que dá na execução da mesma, acabando por desistir.”

 A Procrastinação

de Tiago Fonseca

October 25

Do Acting-Out ao Enactment

EDIÇÃO Nº34 | JANEIRO - FEVEREIRO | 2017

BREVE EXCERTO

”Do acting-out (passagem ao acto) ao enactment (enacção ou encenação) vai um passo importante: da não reflexão  à reflexão, do  curto-circuito ao médio-longo circuito, do imediatismo ao mais ou menos ponderado. Um agir em arco reflexo (estímulo – resposta) ou impulsivo (estimulação interna) e um agir após tratamento implícito das informações. A diferença é esta: na enacção há uma elaboração – se bem que implícita ou inconsciente – dos informes; há, pois, intervenção, não só do córtex associativo como também e fundamentalmente do neo-cortex pré-frontal supra-orbitárion e da comunicação implícita com outro indivíduo – do que se convencionou chamar “cérebro social” e conhecimento relacional implícito.

Assim, enquanto no acting-out (passagem ao acto) está em efectivo uma causalidade ou etiologia ascendente (de baixo para cima) e centrípeta (da periferia para o centro), no enactment (encenação) a efectividade resulta de uma causalidade/etiologia descendente (de cima para baixo) e centrífuga (do centro – sujeito – para a periferia – objecto). O primeiro é da ordem primária; o segundo, já da ordem secundária. O acting-out diz respeito à unidade biológica – o indivíduo –; o enactement, à unidade psicológica – o par.”

 Do Acting-Out ao Enactment

de António Coimbra de Matos

October 25

Relações difíceis?! ou como a mitologia grega e os nossos pais nos podem levar a fracassar

EDIÇÃO Nº33 | NOVEMBRO - DEZEMBRO | 2016

BREVE EXCERTO

“Na obra de Platão \"Simpósio\",  Aristófanes conta como, originalmente, os humanos foram criados com quatro braços, quatro pernas e uma cabeça com duas caras. E que Zeus, ao sentir o poder dos deuses ameaçado, separou os humanos em duas partes distintas, e lançou cada metade ao mundo. Passou a acreditar-se que, algures, haveria uma metade que nos faltava. A busca pela \"cara metade\", por uma “alma gémea”, parece estar ainda, embora que subtilmente, no topo da lista de tarefas a cumprir de muitos de nós. E isso leva a que, por vezes, numa relação, procuremos no outro as “partes” de nós que nos faltam, impedindo-nos de olhar o outro na sua singularidade, conhecendo-o verdadeiramente. Contudo, muitos anos de História, e alguma investigação, têm-nos mostrado que o verdadeiro desafio das relações não é encontrar a combinação perfeita, mas negociar generosamente as diferenças.“

Relações difíceis?! Ou Como A Mitologia Grega E Os Nossos Pais Nos Podem Levar A Fracassar Nos Relacionamentos

de Ana Luísa Oliveira

October 25

Uma Árvore Não chora por perder as suas folhas de outono...

EDIÇÃO Nº33 | NOVEMBRO - DEZEMBRO | 2016

BREVE EXCERTO

”Era primavera e já se via com os primeiros rebentos nas extremidades de alguns dos seus ramos acompanhados de fechadas flores desabrochavam dia após dia era imparável o seu crescer renovado alongavam-se muitos novos pequenos ramos que vinham ocupar espaços deixado por outros já definidos – Olhava à sua volta - Não era a única. Como ela existia uma vastidão de outras árvores, umas mais pequenas outras muito maiores mas todas elas cresciam de dentro para fora parecia que até as aves as sabiam diferentes, eram dias de abundância de luz e calor. Via-se mais visitada por pequenas aves, alguns animais de pequeno porte e uma multidão de insectos mas não queria perder a compostura, era uma árvore que estava na primavera.

Com o aquecer dos dias começaram a aparecer os primeiros seres humanos. Os primeiros de todos recolhiam pequenas plantas e alguns tubérculos…(flores também), esperava para mais tarde as suas famílias. Por essa altura já estaria completamente coberta de folhas e pequenos frutos que eles apreciam muito, embora ficasse apreensiva quando olhada por eles era, dava-lhes a sua sombra… gostava-os. É vê-los chegar todos apetrechados de todo o tipo de utensílios para ali passarem o dia, sente-se admirada embora nunca tire os olhos das Crianças. São terríveis, não passa uma primavera em que não sinta a perda de um ou dois dos seus ramos para uma Criança mais aventureira, contudo rapidamente se recompõe pois são pequenas mazelas a que dá pouca importância.”

 Uma Árvore Não chora por perder as suas folhas de outono...

de Luís Formas

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