October 24

Uma História Clínica: A Errância do Meliante

EDIÇÃO Nº16 | DEZEMBRO - JANEIRO | 2013

BREVE EXCERTO

”No tempo em que eu era um jovem médico e tinha de andar pelos bancos de urgências, deparei com insólitas manifestações da condição humana, pelo meio da repetitiva monotonia dos suspeitos do costume, os casos banais e evidentes cujo diagnóstico e tratamento não oferecem qualquer problema. Mas mesmo assim, porque se tratava de pessoas que sofriam, mereciam  nossa atenção. Mas desses não reza a história. Nós fomos concebidos para só nos sobressaltarmos quando acontece o que gora as nossas expectativas.

Versejou o último grande poeta da época classica grega, Menandro: “Sou homem, e nada do que me é humano me é estranho”. É por isso que o médico tem de ser capaz de perscrutar as mais nojentas degradações do corpo vivo e as mais revoltantes perfídias da psique. Não é fácil mas não há nada que uma dedicada aprendizagem não possa ajudar a suportar. Contudo, por melhor que seja o treino, há situações, ou casos, em que a surpresa toma conta de nós. ”

 Uma História Clínica: A Errância do Meliante

de Orlindo Gouveia Pereira

October 23

Novas Carreiras: Novas Prácticas de Orientação?

EDIÇÃO Nº15 | OUTUBRO - NOVEMBRO | 2013

BREVE EXCERTO

”As sociedades mundiais têm registado um conjunto de mudanças significativas a nível económico, político e social, com importantes repercussões nas vidas das pessoas e das organizações em que elas se inserem (Arnold, 2011; Pinto, 2010; Savickas, 2008; Thomas, Lazarova, & Inkson, 2005; Vianen, De Pater, & Preenen, 2008). Numa época em que o mundo organizacional  presenta características cada vez mais fluidas e dinâmicas (Baruch, 2004), e as estatísticas de emprego/desemprego, em relação com a formação académica e profissional, estão na ordem do dia, torna-se crucial o desenvolvimento de uma abordagem inovadora às trajetórias de carreira. Este artigo pretende constituir-se como um alerta para a necessidade dos profissionais de orientação e aconselhamento de carreira desenvolverem novas práticas de intervenção psicológica neste domínio que dotem os seus destinatários de níveis de mestria adequados, que lhes permitam ter um papel cada vez mais participativo na gestão das suas carreiras. ”

 Novas Carreiras: Novas Prácticas de Orientação?

de Joana Carneiro Pinto & Liliana Faria

October 23

Psicodrama Junguiano, O Que É?

EDIÇÃO Nº15 | OUTUBRO - NOVEMBRO | 2013

BREVE EXCERTO

”Convém talvez recordar o que é o Psicodrama, fundado por Jacob Levi Moreno (1889-1974), e o trabalho de Carl Gustav Jung (1875-1961) sobre psicologia analítica, e onde estes dois se aproximam.

Existem várias correntes de Psicodrama, entre eles, o Clássico/Moreniano, o Psicanalítico, Rogeriano e o Junguiano. Embora o Psicodrama Moreniano e o Psicanalítico sejam os que têm maior expressão em Portugal, o Psicodrama Junguiano já está a dar os seus primeiros passos.

No Psicodrama em si destacam-se 3 fases: aquecimento, dramatização e partilha, e esta intervenção psicoterapêutica emprega vários papéis e técnicas no palco: o protagonista, inversão de papéis, espelho, pausar a cena e pensar em voz alta, egos auxiliares, realidades suplementares, interpolação de resistências, entre outras. O Psicodrama visa capacitar o indivíduo de maior autonomia e espontaneidade, harmonizando papéis ‘sobre-desenvolvidos’, bem como os falsos papéis mal adaptados à expressão da autenticidade do indivíduo, propondo-lhe que recupere a sua criatividade. É na acção, na reflexão e na mudança, que vai vivenciar o impasse, imaginar saídas, comprometer-se com uma escolha, respectivamente.”

 Psicodrama Junguiano, O Que É?

de David Lameiras

October 23

Intervenções Psicoterapêuticas Empiricamente Validadas para a Ansiedade e a Depressão

EDIÇÃO Nº13 | AGOSTO - SETEMBRO | 2013

BREVE RESUMO

”Segundo o mais recente Estudo Epidemiológico Nacional de Saúde Mental, e de acordo com os dados divulgados pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, cerca de 23% dos adultos que recorrem a consultas no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários apresentam um problema de saúde mental: desses, aproximadamente 17% apresenta uma perturbação ansiosa e cerca de 8% apresentam uma perturbação depressiva; de entre estes, cerca de 34% não recebem qualquer tratamento. Estes dados, em comparação com os dados obtidos noutros países, evidenciam que Portugal é o país da Europa com maior prevalência de problemas de saúde mental, com taxas de prevalência ao nível das obtidas nos Estados Unidos da América. Se, para além destes aspetos, considerarmos que muitas pessoas com problemas de saúde física apresentam, também, problemas de saúde mental, e que as pessoas com problemas de saúde mental podem também apresentar dificuldades do foro orgânico, importa, ainda mais, otimizar o acesso destas pessoas aos tratamentos, tendo em consideração o seu custo-benefício e os resultados de saúde esperados.

 

As linhas orientadoras desenvolvidas a nível internacional pelo National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) apontam para a utilização individual da intervenção farmacológica ou psicológica ou para tratamentos combinados (psicológicos e farmacológicos), dependendo da perturbação específica e da sua gravidade. Especificamente em termos das intervenções psicoterapêuticas, para além da necessidade da sua contextualização no âmbito da organização específica dos serviços de saúde em que as mesmas são desenvolvidas e do sistema de saúde em que esses mesmos serviços se integram1, dois outros aspetos particularmente relevantes devem ser considerados quando da seleção da intervenção mais adequada: as evidências nas quais as mesmas se baseiam e a possibilidade de desenvolver estas intervenções de acordo com um modelo de cuidados faseados.”

 Intervenções Psicoterapêuticas Empiricamente Validadas para a Ansiedade e a Depressão

de Marina Carvalho

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