October 21

A Urgência de Se Estar Sempre a Fazer Alguma Coisa Leva-nos Aonde?

EDIÇÃO Nº55 | OUTUBRO - NOVEMBRO - DEZEMBRO | 2021

BREVE EXCERTO

“Numa sociedade onde o fazer, fazer, fazer, impera; onde há uma pressão constante por desempenhos excelentes e uma rentabilidade máxima e onde o fazer nada, passou a ser visto negativamente, numa urgência constante em responder às expectativas pessoais e sociais, estão criadas as condições ótimas para o desenvolvimento de quadros de stres- se, mal-estar, depressão e insatisfação... É nesta sociedade em que vivemos atualmente! 

A forma como as pessoa se julgam, se comparam e se sentem julgadas pelos outros (mesmo que não o sejam), leva a um sentimento de culpa, que vai incutindo na maioria das pessoas a crença - ou estamos a produzir, a criar, a investir no nosso tempo de forma clara, ou somos preguiçosos. Parece que o descanso deixou de ser bem aceite, parece que cada vez mais as pessoas sentem que o não fazer nada é um desperdício de tempo. Às vezes, até quando nos apercebemos que precisamos de descanso e que um momento de não fazer nada seria tão bom, há aquela voz crítica que nos diz que não podemos, não é suposto... Tanto que essa ideia nos é passada, que vai sendo incorporada em nós! É passada por quem? Chefes, empresas, media, sociedade de forma geral... Ninguém quer ser visto como preguiçoso.“ 

 

A Urgência de Se Estar Sempre a Fazer Alguma Coisa Leva-nos Aonde?

De Joana de São João Rodrigues 

 

July 01

Do Burnout à Desconexão Psicológica: Aspetos Psicossociais do Envolvimento Excessivo no Tr

EDIÇÃO Nº54 | JULHO - AGOSTO - SETEMBRO | 2021

BREVE EXCERTO

“O envolvimento excessivo no trabalho (mental, físico e eletrónico) durante o tempo fora do trabalho contribui para o aumento da exaustão dos trabalhadores ao longo do tempo. Este artigo explora o caminho causal inverso da exaustão/burnout à falta de desconexão psicológica, sugerindo que este processo reverso pode operar dentro de um período de tempo relativamente curto. Estudos recentes sugerem que a exaustão profissional funciona como um preditor da diminuição da desconexão psicológica do trabalho durante os períodos de lazer, em apenas algumas semanas, propondo que a pressão de tempo no trabalho se intensifica e que experiências de lazer positivas reduzem esta associação entre a exaustão e a diminuição da desconexão psicológica. Alguns estudos também revelam que os trabalhadores exaustos acham a desconexão do trabalho cada vez mais difícil e, portanto, poderão sofrer uma recuperação insuficiente - embora sejam quem mais precise disso. A situação é particularmente grave quando os trabalhadores exaustos enfrentam altas pressões associadas a prazos, assim como uma carência de experiências de lazer satisfatórias. Este artigo demonstra a importância da desconexão psicológica na relação stressor-tensão, para que os trabalhadores possam ter um maior bem-estar sócio-ocupacional.“

 

Do Burnout à Desconexão Psicológica: Aspetos Psicossociais do Envolvimento Excessivo no Trabalho

De Ricardo João Teixeira

July 01

Consulta de Crise de Psiquiatria da Infância e Adolescência Um Recurso Útil?

EDIÇÃO Nº54 | JULHO - AGOSTO - SETEMBRO | 2021

BREVE EXCERTO

“Nos últimos anos, em Portugal, tem se registado um aumento significativo do número de internamentos e uma maior afluência ao Serviço de Urgência de Psiquiatria da Infância e Adolescência. Neste contexto, foi criada em 2017, no Hospital Dona Estefânia (HDE) – Centro Hospitalar Lisboa Central, a Consulta de Crise (CC), com o objetivo de monitorizar situações clínicas graves observadas no Serviço de Urgência (SU) de Pedopsiquiatria. Com este estudo pretende-se clarificar a utilidade da CC do HDE, através da caraterização dos casos observados durante os primeiros 18 meses de funcionamento, verificar o cumprimento dos critérios de referenciação e atuação e definir a percepção dos médicos relativamente à eficácia desta consulta. Os dados foram obtidos pela consulta do episódio de urgência, pela consulta do processo clínico e foi criado e aplicado um questionário online, a todos os médicos que realizaram esta consulta.

 Nos primeiros 18 meses, foram referenciados 157 doentes (n=157) à CC, o que corresponde a 6% das crianças observadas no SU do HDE. Os principais motivos de referenciação, foram ideação suicida (22%), alteração do comportamento (20%) e sintomatologia depressiva (17%). Os critérios da consulta foram maioritariamente cumpridos, existindo uma percepção correta por parte dos clínicos relativamente ao cumprimento ou incumprimentos do critérios. No entanto, verificou-se uma percepção de eficácia desta consulta negativa e a maioria dos médicos admite não se justificar a continuidade da CC nos moldes existentes. “

 Assim, este estudo permitiu compreender as limitações no funcionamento deste recurso e alerta para a importância de ser revisto o regulamento de funcionamento da mesma.

 

Consulta de Crise de Psiquiatria da Infância e Adolescência - Um Recurso Útil?

De Luísa Queiroga, Mara Costa de Sousa, Joana Mesquita Reis, Berta Ferreira e Pedro Caldeira da Silva

July 01

Morte e Leveza podem não ser incompatíveis

EDIÇÃO Nº54 | JULHO - AGOSTO - SETEMBRO | 2021

BREVE EXCERTO

“A morte na nossa sociedade é um tema que as pessoas evitam falar. Apesar de ser a única certeza que se tem na vida, que esta é finita, o medo, o receio e a angústia que estão associados ao pensar-se nisso, faz com que a morte seja um tema tabu. Contudo o não se falar da morte como algo natural, quando as pessoas se vêm obrigadas a lidar com ela, seja porque lhe é diagnosticada uma doença grave, ou porque um ente próximo morre ou lhe é diagnosticado uma doença grave, e/ou terminal, torna muitas vezes essa vivência mais penosa, pesada e sofrida.

A morte é um processo natural, porém doloroso, mas desmistificar o tema e alertar que, é preciso aceitar a morte para ter qualidade de vida, acaba por ser importante para melhorar a qualidade de vida, quando esta está a terminar.

 Quando a pessoa doente sabe que tem pouco tempo de vida, é importante permitir-se a fazer o luto de todas as suas relações e acima de tudo, fazer o luto de si própria. No entanto o doente terminal tende a passar pelas diversas fases de luto (negação, revolta, negociação, depressão e aceitação). Alguns doentes sabem da sua situação, mas fingem não saber ou não compreender, tal como os próprios familiares, isso exactamente pela dificuldade de se olhar para a finitude de vida e de se falar sobre o tema.“

 

Morte e Leveza podem não ser incompatíveis

De Joana de São João Rodrigues

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