October 25

Psicologia Clínica e Psicoterapia de Apoio

EDIÇÃO Nº32 | AGOSTO SETEMBRO | 2016

BREVE EXCERTO

”A psicologia clínica e a psicoterapia de apoio são ainda, e erradamente, correlacionadas por muitos como especialidades de apoio restrito à doença mental e à psicopatologia grave. São, no entanto, especialidades que vão ao encontro de qualquer indivíduo. Deste modo, constituirão um suporte independemente do grau de severidade dos seus sintomas, da sua repercussão afectiva e relacional ao transtorno propriamente dito. 

Considerando este facto, a perspectiva sobre as necessidades psicológicas a intervencionar poderão ser ampliadas, da inabilidade e acentuado desfasamento do funcionamento psicológico face ao esperado à necessidade preventiva, mas igualmente existencial, de bem-estar geral e de auto-conhecimento. Perde-se gradativamente na sociedade actual o hábito da auto-análise, da necessidade de descoberta do que existe dentro de cada um. Como resultado, a existência perde o simbolismo inerente a toda a sua dimensão criativa e abstracta, conduzida somente para coisas que se vêm, se fazem, se tocam e, portanto, ao que só pode existir fora de cada um. O reconhecimento quase exclusivo do externo reduz irremediavelmente a oco e a vazio a identidade, a interna, a que está dentro. O caminho feito em psicoterapia de apoio tem, deste modo, como principal objectivo a harmonização dos processos psicológicos, qualquer que seja a sua gravidade e repercussão na funcionalidade perante a vida diária. É por este motivo que é também procurada enquanto ajuda para a consolidação do Eu, do auto-conhecimento e da auto-afirmação.”

 Psicologia Clínica e Psicoterapia de Apoio

de Paula Barbosa

October 25

Quando o Corpo Fala O Que a Mente não consegue pensar - a doença psicossomática

EDIÇÃO Nº32 | AGOSTO - SETEMBRO | 2016

BREVE EXCERTO

”Normalmente quando sentimos alguma dor ou apresentamos determinados sintomas que nos preocupam, tentamos procurar as causas orgânicas para essas manifestações e procedemos à realização de testes e exames clínicos. No entanto, quando os exames médicos não conseguem descobrir uma origem biológica para os sintomas, é provável que possamos ouvir algo do género: “Você não tem nada, isso é psicossomático!”.

E afinal, o que são somatizações e doenças psicossomáticas? Podemos entendê-las como um conjunto de sintomas para os quais não existe uma origem orgânica/física, sendo a sua causa de origem psicológica e emocional. 

A ligação entre a mente e o corpo tem sido bastante estudada, comprovando-se que cada parte do nosso corpo tem uma linguagem a ser entendida. O nosso campo emocional está na base de mais de 90% das alterações ou acidentes ocorridos no nosso corpo, havendo por isso uma tradução dos nossos desequilíbrios emocionais no corpo, sob a forma de dores ou outras desordens orgânicas. ”

 Quando o Corpo Fala O Que a Mente Não Consegue Pensar - A Doença Psicossomática

de Joana Valério

 

October 25

A Angústia Humana e Consumismo

EDIÇÃO Nº31 | JUNHO - JULHO | 2016

BREVE EXCERTO

”A vida humana é uma tragédia, que termina com a morte, certa e inevitável! Existimos, vivemos e habitamos dentro dessa dualidade, desses dois mundos,(a) que trazem e carregam em si essa dura e crua realidade, transiente, transicional, relacional, reacional, tautológica, patológica, teratológica e essencialmente pulsional.

E falar de ansiedade, angústia é falar de pulsão!

Embora o termo ansiedade possa, às vezes, ser confundido com angústia, devido, sobretudo, às traduções operadas e sofridas mundo afora, vamos diferençá-los, ainda que, nessa apresentação, venha a ser usado como sinônimos ou equivalentes. Na própria obra de Freud, Angst – seu termo original – é usado como sinônimo ou traduzido como tal. O mesmo ocorre no inglês, anxiety, como no francês, quando emprega o seu correlato angoisse. Há, contudo, de acordo com os sintomas e as suas manifestações nosológicas, uma gama de outros termos para designarmos a ampla variedade de estados apresentados por cada entidade patológica e as suas características sintomatológicas, tais como descritos por Freud na Neurastenia, na Histeria, nas fobias, manias, medo, luto, melancolia, depressão e nas mais diferentes neuroses.”

 A Angústia Humana e Consumismo

de Remark Vale

October 25

Curiosidade e Exploração

EDIÇÃO Nº31 | JUNHO - JULHO | 2016

BREVE EXCERTO

”A espontaneidade natural e inata do bebé manifesta-se pela funcionalidade sensorial e pela actividade motora: tudo observar, tudo tocar, em tudo mexer. É curiosidade e exploração. Sim, exploração – do ambiente, do outro e do próprio (toca e toca-se); e não, agressividade (como alguns pensam e nomeiam). Todo o animal é explorador; e o Homem, mais que todos os outros.

Sendo apenas exploração/investigação (ver e mexer), não há qualquer razão para implicar culpa e necessidade de reparação (como a teoria psicanalítica clássica pretende). Se culpa existir, e consequente necessidade de reparação, não é endógena; foi, isso sim, injectada pelo meio/induzida pelo objecto (que é, assim, agente patogénico). 

Winnicot, quando teoriza sobre o “uso do objecto”, está ainda influenciado pela doutrina kleiniana – é uma cedência/ contaminação da teoria de Melanie Klein. Passa-se o mesmo com Fairbairn quando diz que o esquizoide “destrói pelo amor”; não é destruição, é exploração investigacional.”

 Curiosidade e Exploração

de António Coimbra de Matos

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