October 26

Uma Reflexão, Introdutória Sobre a Neuropsicologia

EDIÇÃO Nº43 | OUTUBRO - NOVEMBRO - DEZEMBRO | 2018

BREVE EXCERTO

”A neuropsicologia pode ser definida como a especialidade da Psicologia, integrando ao mesmo tempo as neurociências, que se debruça sobre as problemáticas das, múltiplas, interacções que existem entre a dinâmica funcional do encéfalo e o comportamento (in latu sensu), nos vários contextos normais e patológicos. Em nossa opinião esta forma de conceptualizar a Neuropsicologia pode pecar por defeito em termos de dissecação das ideias inerentes e, deste modo, resolvemos desenvolver mais o tema.

Quando nos referimos ao comportamento entendemo-lo como sendo formado por várias entidades interactivas. Por outro lado, consideramos o termo actividade nervosa superior com algo ultrapassado e impreciso. Na realidade, não encontrámos até hoje, no ser humano, nenhuma actividade nervosa inferior; nem no, recentemente descoberto e caracterizado (com os seus 2000.000.000 de neurónios) sistema nervoso entérico, que inerva o intestino. 

Uma Reflexão, Introdutória Sobre a Neuropsicologia

de Manuel Domingues

October 01

Desconstruir Para Reconstruir

EDIÇÃO Nº40 | JANEIRO - FEVEREIRO - MARÇO | 2018

BREVE EXCERTO

”Quando damos início à construção de uma casa preocupamo-nos com os fortes alicerces, com um bom material, com uma construção com medidas fidedignas, porque sabemos que caso algum destes aspectos não for tido em conta, podemos estar a colocar em causa toda a construção. E se por acaso quando estivermos já no momento das pinturas nos apercebermos que a parede está torta, temos que a deitar abaixo para fazer uma nova parede direita. Mas algumas vezes só nos podemos aperceber que ela está torta quando a vamos pintar ou apenas quando vamos colocar um quadro e ele ficar também torto... 

Por vezes há momentos em que a nossa vida vai seguindo, vamos fazendo coisas e parece que está tudo bem, até que tentamos fazer algo e nos apercebemos que não conseguimos, apesar de até tentarmos de muitas formas diferentes. Mas e se esse insucesso não estiver relacionado com as nossas competências? Ou quando as nossas próprias competências poderem ter sido desenvolvidas segundo uma parede sempre torta? E quando nos apercebermos que sempre acreditámos em algo que nos fez sentido toda a vida, até este preciso momento?”

Desconstruir Para Reconstruir

de Joana de São Rodrigues 

October 01

Dreaming With Survivors: A “Voz“ dos Sobreviventes de Cancro Infantil

EDIÇÃO Nº40 | JANEIRO - FEVEREIRO - MARÇO | 2018

BREVE EXCERTO

”A vivência de uma doença oncológica na infância é um desafio para a família e, naturalmente, para a criança e jovem. Entendemos que o Estado e a sociedade em geral não estão ainda plenamente preparados para dar resposta às inúmeras necessidades dos utentes quer durante a fase ativa da doença quer na sobrevivência. O sistema educativo, legal e a sociedade em geral acabam por permitir que aconteçam situações de desigualdade de oportunidades, o que dificulta a reintegração do jovem na sua vida quotidiana e põe em causa a sua qualidade de vida. É neste contexto que a Acreditar – Associação de Pais e amigos de Crianças com Cancro  – em parceria com a equipa Aventura Social  da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, com suporte financeiro da farmacêutica Roche, e inspirada no projecto Dream Teens , lança o projeto Dreaming with Survivors. Este projeto pretende criar uma rede de jovens sobreviventes de cancro infantil, promotora da discussão das principais necessidades de mudança na oncologia pediátrica com o apoio de profissionais da oncologia pediátrica (médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, educadores de infância), considerados tutores do projeto. ”

 

Dreaming With Survivors: A “Voz“ dos Sobreviventes de Cancro Infantil

de Ana Monteiro, Margarida Cruz, Cátia Branquinho, Fernando Leal da Costa, & Margarida Gaspar de Matos

 

October 25

Já Agora Mandas em Mim

EDIÇÃO Nº40 | JANEIRO - FEVEREIRO - MARÇO | 2018

BREVE EXCERTO

”Já agora mandas em mim!?” foi a expressão de revolta de um miúdo em face das ordens de uma amiga.  Farto do autoritarismo da mãe, não queria repetir a posição de escravo e continuar sujeito  ao domínio de outrem; reagiu à tentativa de abuso de poder. “Sou alérgico a vozes de comando”, diz, em adulto, durante a cura analítica. Transferencialmente procurava no analista um pai provedor, como o próprio pai tinha sido. Por outro lado, em transferência negativa, tinha receio de ser rejeitado, traído e manipulado pelo analista, como o fora pela mãe. Em nova relação e na relação que sempre desejou (relação concebida), encontrou no analista uma pessoa que o admirava e o promoveu; com quem reparou a auto-estima e desenvolveu o seu talento.A transferência deriva da memória; a nova relação do desejo. A memória aponta para a repetição; o desejo, para a inovação. O avanço terapêutico processa-se na nova relação.Este paciente, seguindo a transferência positiva, teria ficado dependente; na senda da negativa, agravaria o seu traço obsessivo e paranoide. Com a nova relação desenvolveu a sua potencialidade. ”

 Já Agora Mandas em Mim

de António Coimbra de Matos

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