June 01

Cirurgia Bariatria - A magia da cirurgia

EDIÇÃO Nº1 | JUNHO - JULHO | 2011

BREVES EXCERTOS 

Nos doentes com obesidade grave e complicações metabólicas associadas, a cirurgia bariátrica (denominação comum aos diferentes procedimentos cirúrgicos da obesidade) constitui-se como uma opção de tratamento cada vez mais frequente, dadas as suas vantagens na perda de peso e diminuição de comorbilidades.
Para que esta intervenção tenha sucesso em todas as suas vertentes (perda de peso, manutenção do peso perdido e a estabilidade psicológica do paciente) pressupõe a existência de uma equipa multidisciplinar da qual fará parte integrante um psicólogo.
Isto é, o procedimento cirúrgico, por si só, pode não ser determinante para a melhoria do bem-estar psicológico. A avaliação psicológica, e acompanhamento, revelam-se fundamentais, pelo que o estudo das variáveis psicológicas é de enorme interesse.

 

«...O sofrimento de quem pesa 160Kg pode ser transversal a diferentes dimensões da vida. De saúde física decerto, de qualidade de vida, psicossociais...»

«...Com frequência referimos que a obesidade é uma doença e os obesos são pessoas, logo, diferentes entre si. E não será o psicólogo a generalizar, esteriotipar. «sem memória, sem desejo e sem compreensão» é uma das muitas e maravilhosas lições de Bion, não sendo apenas válida para o processo analítico puro...»

Cirurgia Bariatria - A magia da cirurgia

de Maria João Fagundes

 

June 01

A História do Sedutor Errante

EDIÇÃO Nº1 | JUNHO - JULHO | 2011

 BREVES EXCERTOS

«A todo o momento, em todo o mundo, centenas de milhares de pessoas estão a envolver-se numa que é das formas mais familiares da actividade humana. (…)»
«Nós dispendemos uma quantidade fenomenal de uma vida a seguir histórias, contando-as, ouvindo-as, lendo-as, vendo-as serem representadas (na televisão, cinema ou teatro)»
«Elas são de longe um dos aspectos mais importantes da vida de todos os dias»

«...As histórias, que ajudamos os doentes a contar, são «capelas imperfeitas», fragmentos de vida suspensa por aquilo a que Viktor Frankl chamou a tríade perversa, um ciclo vicioso que se estabelece por ocultarem a culpa, recusarem o sofrimento e se angustiarem com a certeza da morte. - Sentimos mais a incompletude da estrutura da história que contam, que a reconhecemos. A psicoterapia não é um discurso do Logos (discurso argumentável e demonstrável) mas sim do Mythos (pronunciamentos finais e definitivos sobre a vida)...»

«...Disse-lhe, então: «Nem tudo o que se deseja na vida se pode fazer», e continuei, «não o podemos fazer, nem o faremos!». Ele disse: «Não é para perceber, é para sentir. Diz-me o que estás a sentir neste momento?» E assim começa a psicoterapia...»

A História do Sedutor Errante

de Orlindo Gouveia Pereira

June 01

Burnout

EDIÇÃO Nº1 | JUNHO - JULHO | 2011

BREVES EXCERTOS 

«Apercebi-me, ao longo do meu exercício diário, que por vezes as pessoas são vítimas de incêndio tal como os edifícios; sujeitas ao efeito da tensão produzida pelo nosso mundo complexo, os seus recursos internos consomem-se, como por acção das chamas, não deixando senão um imenso vazio interior, ainda que o invólucro exterior pareça mais ou menos intacto.» - Herbert Freudengerber

«...Burnout é um dísturbio que se manifesta no ambiente de trabalho através de sentimentos de desgaste emocional, falta de realização profissional e em comportamentos que levam ao distanciamento das pessoas a quem se dirige a acção profissional, podendo, em último caso, afastar completamente o trabalhador de sua actividade profissional...»

«...As pessoas mais propensas ao Síndrome de Burnout são exactamente as mais activas. Os trabalhos apontam como características da personalidade, pessoas que se envolvem intensamente em tudo o que fazem, acreditam possuir domínio da situação, encaram as situações adversas frequentemente com optimismo e responsabilizam-se exclusivamente pelo sucesso (ou insucesso)...»

Burnout

de Cristina Vieira

June 01

O Estigma dos Psicofármacos

EDIÇÃO Nº1 | JUNHO - JULHO | 2011

 BREVES EXCERTOS

Normalmente ninguém questiona a persistência de tratamentos farmacológicos em situações patológicas como a Diabettes, a Hipertensão Arterial ou a Hipercolesterolémia.

É consensual a necessidade destes tratamentos para o controlo destas situações e todos estamos de acordo que os mesmos podem durar a vida inteira.

«...Mesmo pessoas profissionalmente ligadas à Medicina ou à Psicologia ou outros com responsabilidades no sector (Ministro da Saúde, por exemplo) demonstram declaradamente o preconceito do uso de fármacos no sofrimento psicológico...»

 «...Espera-se que o caminho do amaldiçoamento dos antidepressivos não venha a ter como resultado mais um recuo civilizacional. Para já alguns dos grandes gigantes da Indústria farmacêutica a quem se atribuem por questões de interesses comerciais os malefícios da praga dos antidepressivos, já anunciaram o abandono definitivo da sua investigação na área. Afinal, também para a Indústria os antidepressivos passaram a ser um incómodo...»

 O Estigma dos Psicofármacos

de Pedro Varandas

Este site usa cookies, para guardar informação de forma segura no seu computador.

Estes cookies destinam-se a optimizar a sua experiência de navegação neste site.

aceito cookies

Saiba mais acerca dos cookies