October 25

Entrevista 60 Minutos com António Sacavém - O Homem da Comunicação Não-Verbal

EDIÇÃO Nº28 | DEZEMBRO - JANEIRO | 2015

BREVE EXCERTO

”O enorme potencial que esta ciência revela, para ajudar as pessoas a gerirem mais eficazmente as suas emoções e a desenvolverem um maior grau de empatia pelo outro. Repare, quando as pessoas aprendem a identificar as diversas expressões faciais da emoção e as variantes que mais se observam no dia-a-dia, assim como a linguagem corporal, estão a treinar a sua capacidade para perceberem melhor o que os outros sentem e as suas reais intenções, para além do que dizem. A linguagem verbal é crucial para transmitirmos ideias e raciocínios, mas é menos importante para contagiarmos os outros com as nossas emoções. Um bom líder, é aquele que é capaz de contagiar a sua equipa com emoções habilitadoras. Existem um conjunto de estudos muito atuais, que correlacionam emoções positivas com performance, nas empresas. Não vou aprofundar muito, pois quero partilhar em primeira mão os resultados que obtivemos, no momento da defesa do meu doutoramento, na Universidade Europeia, mas posso adiantar que a base do nosso trabalho foi identificar os estilos de comunicação em liderança que estão relacionados com o aumento da performance das pessoas, nas organizações.   

Quando o líder aprende, não só a descodificar as emoções dos seus seguidores, mas também a responder eficazmente àquilo que observa (e não só àquilo que ouve), a sua relação com a equipa torna-se muito mais eficaz.”

 

October 25

Psicanálise Contemporânea

EDIÇÃO Nº28 | DEZEMBRO - JANEIRO | 2015

BREVE EXCERTO

”A psicanálise contemporânea tem como objecto de estudo a história real das relações do indivíduo com o seu meio humano, a história vivida e sentida dos relacionamentos do sujeito com o (os) seu (seus) objecto (objectos), i.e., da pessoa em causa com os seus parceiros (as outras pessoas das inter-relações); desde o início da vida à actualidade, dando especial relevo aos períodos de formação e consolidação da personalidade – infância e adolescência. História real, aqui,  quer dizer tal como foi sentida pelo próprio, logo, verdadeira e realmente vivida; não a história “real” como observada e registada por um qualquer instrumento de análise e medição ou observador externo lúcido e neutro. É a história interna, subjectiva, construída pelo sentir, vivenciada ou experienciada, como a experiência do sentimento a viveu e registou na memória emocional, como a apreendeu na sua qualidade e ressonância afectiva (não como a representou mentalmente, a conheceu pelo pensamento, a aprendeu cognitivamente  e registou na memória episódica – dos acontecimentos percebidos – e memória semântica – do conhecimento conceptual e significativo). Sublinhamos: é a história vivida; e não, a história acontecida. Esta diferença é essencial. Assim, em vez do cartesiano cogito, ergo sum (penso, logo existo), teremos: sinto, portanto sou. Não se trata de “existir” para o observador (seja ele o pensamento); mas de ser e estar sendo, sentir-se como realmente/sentidamente existente, vivo e com vida própria.

E isto não é um “mistério”, ficção ou efeito mágico; nem é “inconsciente”, implícito ou latente. Simplesmente é; porque se sente. É da ordem do sentir, da apreensão e apercepção (ainda não se percebe bem); é, se assim podemos dizer, pré-conhecimento; é, conhecimento emocional protopático (impreciso, grosseiro, informe) – não ainda diacrítico (preciso, conciso e discriminado).”

 Psicanálise Contemporânea

de António Coimbra de Matos

October 25

O Fim da Psicologia

EDIÇÃO Nº28 | DEZEMBRO - JANEIRO | 2015

BREVE EXCERTO

”O título refere-se ao vocábulo, não às disciplinas filosófica, médica, científica, artística, nem à profissão, nem à perspicácia natural de alguns para entender os outros e muito menos, à apreciação da expressividade da arte, do artificial e do artificioso. (1)

Entrado que vai o século XXI em que é patente o empobrecimento vocabular, mesmo entre os eruditos, remover uma palavra pode parecer o que, agora, se chama efeito choque. Não se inquietem, há tantos vocábulos começados pelo antipositivo psic(o) (2), que menos um não é de monta. Ele já esta a ser substituído pela série do neur(o). Dir-se-á, talvez, neuro-glio-polis-nomía.(2)

Que giro, recebeu uma mensagem de um colega a veicular, que foi admitido naquele curso. O campo científico assim definido congrega a indagação sobre a pessoa humana, em situação (físico-químico-geo-meteo-urbanística) e em relação (real, virtual ou imaginada) com outra pessoa e as outras pessoas (mortas, vivas, futuras e fantasiadas). Que tudo se tenha de centrar, em última analise, na representação mental é essencial à definição.

A representação mental é causa e consequência da representação artística, linguística e espiritual. Por isso, eu desenhei um jogo de guerra neuro-psico-computacional, que já se joga nos laboratórios de investigação castrenses.

Dois sujeitos, sentinela e atirador, têm de cooperar para abaterem misseis virtuais, que surgem aleatoriamente, no painel electrónico. O primeiro só vê o segundo, sem ver, só pode disparar o comando. Três computadores interligados entre si e os electrodos implantados em locais pré-selecionados no crânio de cada sujeito estabelecem as transmissões.”

 O Fim da Psicologia

de Orlindo Gouveia Pereira

October 25

Contratos Psicológicos e Psycap em Tempos de Crise

EDIÇÃO Nº27 | OUTUBRO - NOVEMBRO | 2015

BREVE EXCERTO

”As mudanças de índole económica e social que têm vindo a ocorrer, pressionam as organizações no sentido de mudança, seja para sobreviver em mercados cada vez mais competitivos ou para aumentar os seus lucros. Neste sentido, temos assistido a mudanças significativas nas relações laborais, especificamente na relação entre a organização e o colaborador, sendo por isso necessária uma melhor compreensão destas alterações que implicitamente afectam o contrato psicológico dos colaboradores. Os contratos psicológicos têm elevada importância na medida em que contribuem para o desenvolvimento e sucesso de uma organização, pois fornecem a estrutura e suporte necessários à relação entre colaboradores e a organização, permitindo que esta se torne mais competitiva. 

Contratos Psicológicos e Psycap em Tempos de Crise

de Sandra Pereira & Pedro Neves 

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