October 25

Dialética entre Líderes e Liderados: Partilha de Papéis no Processo de Liderança

EDIÇÃO Nº29 | FEVEREIRO - MARÇO | 2016

BREVE EXCERTO

”A importância da liderança nas organizações tem sido amplamente reconhecida ao longo dos anos, associando-se ao líder um conjunto de características excecionais que o destacam, por oposição às características que normalmente se utilizam para descrever os respectivos liderados. Consideramos, porém, que o estudo do processo de liderança tem negligenciado a forma como os liderados podem influenciar, de forma ativa e intencional, o próprio processo de liderança. Na realidade, a maioria da investigação existente sobre o tema assume que os comportamentos/atitudes/afetos expressos pelos liderados constituem consequências do processo de liderança e não verdadeiros inputs, cuja influência é determinante na criação da própria liderança. Note-se, no entanto, que visto não ser possível o exercício de liderança sem a existência de liderados, sendo estes, por isso, essenciais para o processo de liderança e para a sua eficácia, o conceito de followership assume uma importância fulcral [1].

Apesar de este conceito ter sido proposto há algumas décadas, o seu significado e potencial implicação na vida organizacional tem sido largamente ignorado. Kelley [2] propõe que este conceito engloba duas dimensões distintas, mas interdependentes. A primeira refere-se ao pensamento crítico, ou seja, análise meticulosa da informação, seguindo-se uma avaliação cuidada da situação em causa e, finalmente, a emissão de uma opinião ponderada e assertiva, independentemente das eventuais consequências colaterais que a mesma possa acarretar. A segunda dimensão abrange o envolvimento activo, que pressupõe a tomada de iniciativa, a assunção de responsabilidades e participação ativa no desempenho da tarefa. Quando presentes em níveis elevados, estas caraterísticas permitem que os liderados interajam em conjunto com os líderes para alcançar os objetivos organizacionais, agindo em consonância com a visão e valores veiculados pela organização [3]. ” 

Dialética entre Líderes e Liderados: Partilha de Papéis no Processo de Liderança

de Maria João Velez e Pedro Neves

 

October 25

Conceitos e Reflexões Acerca da Frenologia de Gall e Spurzheim

EDIÇÃO Nº29 | FEVEREIRO - MARÇO | 2016

BREVE EXCERTO

”Bom dia meus caros leitores. Recém-chegado que sou, permitam-me que me apresente. Simplesmente Viriato de Oliveira ao vosso total dispor e às ordens desta Pátria carente de resistência. Escreverei o que vier com um único sentido: Tudo por Portugal, Honra aos Heróis do Mar, feroz combate aos traidores. Mesmo que as temáticas sejam de natureza “inocente” ou politicamente inócuas, gostaria que me “vissem” como um servo lusitano que revela em cada letra um imenso amor à Pátria.

Iniciando as “hostilidades” que espero não se ficarem por aqui, dado o imenso prazer que terei de vos “maçar”, regularmente, com estas coisas de escriba em roda livre, começarei por abordar (a pedido de “várias famílias”) um tema que, tendo sido e sendo “chicoteado” por muitos investigadores em neurociências e psicologia, permanece fascinante e, como atrás deixei transparecer, altamente polémico. Refiro-me à Frenologia a que alguns também chamaram e chamam Cranioscopia. Utilidade? Todos dizem que….nenhuma. Como iremos ver, a Frenologia foi (e é) objecto de “escárnio e mal dizer”. Mas, será que era assim tão fraudulenta? Enfim.....”

 Conceitos e Reflexões Acerca da Frenologia de Gall e Spurzheim

de Manuel Domingos

October 25

Entrevista 60 Minutos com António Sacavém - O Homem da Comunicação Não-Verbal

EDIÇÃO Nº28 | DEZEMBRO - JANEIRO | 2015

BREVE EXCERTO

”O enorme potencial que esta ciência revela, para ajudar as pessoas a gerirem mais eficazmente as suas emoções e a desenvolverem um maior grau de empatia pelo outro. Repare, quando as pessoas aprendem a identificar as diversas expressões faciais da emoção e as variantes que mais se observam no dia-a-dia, assim como a linguagem corporal, estão a treinar a sua capacidade para perceberem melhor o que os outros sentem e as suas reais intenções, para além do que dizem. A linguagem verbal é crucial para transmitirmos ideias e raciocínios, mas é menos importante para contagiarmos os outros com as nossas emoções. Um bom líder, é aquele que é capaz de contagiar a sua equipa com emoções habilitadoras. Existem um conjunto de estudos muito atuais, que correlacionam emoções positivas com performance, nas empresas. Não vou aprofundar muito, pois quero partilhar em primeira mão os resultados que obtivemos, no momento da defesa do meu doutoramento, na Universidade Europeia, mas posso adiantar que a base do nosso trabalho foi identificar os estilos de comunicação em liderança que estão relacionados com o aumento da performance das pessoas, nas organizações.   

Quando o líder aprende, não só a descodificar as emoções dos seus seguidores, mas também a responder eficazmente àquilo que observa (e não só àquilo que ouve), a sua relação com a equipa torna-se muito mais eficaz.”

 

October 25

Psicanálise Contemporânea

EDIÇÃO Nº28 | DEZEMBRO - JANEIRO | 2015

BREVE EXCERTO

”A psicanálise contemporânea tem como objecto de estudo a história real das relações do indivíduo com o seu meio humano, a história vivida e sentida dos relacionamentos do sujeito com o (os) seu (seus) objecto (objectos), i.e., da pessoa em causa com os seus parceiros (as outras pessoas das inter-relações); desde o início da vida à actualidade, dando especial relevo aos períodos de formação e consolidação da personalidade – infância e adolescência. História real, aqui,  quer dizer tal como foi sentida pelo próprio, logo, verdadeira e realmente vivida; não a história “real” como observada e registada por um qualquer instrumento de análise e medição ou observador externo lúcido e neutro. É a história interna, subjectiva, construída pelo sentir, vivenciada ou experienciada, como a experiência do sentimento a viveu e registou na memória emocional, como a apreendeu na sua qualidade e ressonância afectiva (não como a representou mentalmente, a conheceu pelo pensamento, a aprendeu cognitivamente  e registou na memória episódica – dos acontecimentos percebidos – e memória semântica – do conhecimento conceptual e significativo). Sublinhamos: é a história vivida; e não, a história acontecida. Esta diferença é essencial. Assim, em vez do cartesiano cogito, ergo sum (penso, logo existo), teremos: sinto, portanto sou. Não se trata de “existir” para o observador (seja ele o pensamento); mas de ser e estar sendo, sentir-se como realmente/sentidamente existente, vivo e com vida própria.

E isto não é um “mistério”, ficção ou efeito mágico; nem é “inconsciente”, implícito ou latente. Simplesmente é; porque se sente. É da ordem do sentir, da apreensão e apercepção (ainda não se percebe bem); é, se assim podemos dizer, pré-conhecimento; é, conhecimento emocional protopático (impreciso, grosseiro, informe) – não ainda diacrítico (preciso, conciso e discriminado).”

 Psicanálise Contemporânea

de António Coimbra de Matos

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