October 24

Porque É Que A Economia Comportamental É Tão Revolucionária?

EDIÇÃO Nº25 | JUNHO - JULHO | 2015

BREVE EXCERTO

“Imagina que um rapaz que sofre de amnesia severa tem duas tostadeiras na cozinha. A tostadeira do lado direito funciona normalmente. A tostadeira do lado esquerdo dá um choque electrico sempre que é utilizada. O suspiro e a retração rápida da mão do rapaz indicam que o choque é doloroso. No entanto, uma vez que o rapaz não se recorda da experiência, não consegue antecipar o choque na manhã seguinte, e por consequência, mantém-se permanentemente indiferente entre as duas tostadeiras. Embora a utilidade de decisão que o rapaz obtém das duas tostadeiras seja a mesma, caso contrário ele não estaria indiferente entre elas; as utilidades experienciadas são bastante diferentes para cada uma delas; algo que ele só se apercebe quando as utiliza.

Discrepâncias sistemáticas entre utilidade de decisão e utilidade experienciada, tal como a investigação na área da teoria da decisão comportamental tem vindo a demonstrar, não se restringem a casos patológicos. Podem também ser observadas em decisores com funções cognitivas normais. Estas discrepâncias questionam a ideia de que as escolhas observadas são medidas directas de utilidade, e está a re-volucionar a forma como olhamos para a sociedade e para as políticas públicas.  “

 Porque É Que A Economia Comportamental É Tão Revolucionária? ...e o que é que pode significar para o nosso futuro...

de Diogo Gonçalves

October 24

A Doença Mental é Uma Construção Clandestina...

EDIÇÃO Nº25 | JUNHO - JULHO | 2015

BREVE EXCERTO

”Não seriam mais que duas ou três barracas feitas de retalhos de madeira, uns quantos tijolos e chapas de zinco, ocultas num pinhal, poucos lhe deram importância eram coisa de pouca monta longe dos nossos olhares embora fossem do conhecimento de todos nós. Por ventura julgaríamos que não seriam reais e sim fruto da nossa imaginação, como era possível que ali, ali mesmo num pinhal denso com árvores de grande porte surgissem pequenas barracas! Talvez ficassem por ali. Que mal faria se ali continuassem? Eram apenas três! Talvez as demolissem antes de se tornarem definitivas. Mas não. Foi mais fácil deixá-las ao seu destino ignorar a sua existência, ocultas que estavam, e assim foi, a cada dia que passava surgia uma outra por vezes muito semelhante às já existentes o que dificultava a sua sinalização, contudo era no seu interior que mais se diferenciavam.”

 A Doença Mental é Uma Construção Clandestina...

de Luís Formas

October 24

A Disposição Depressiva

EDIÇÃO Nº25 | JUNHO - JULHO | 2015

BREVE EXCERTO

”A disposição depressiva pressupõe uma condição ou condições facilitadoras ou desencadeadoras da depressão.

Vimos, quando do estudo da patologia e patogenia da depressão, que tais estados e condições estão intimamente ligados à origem, estrutura e caminhada de cada ser e das relações que ele traz da sua singamia e estabelece na sua vivencialidade. Dissemos ainda que ela pode se revestir num estado passageiro ou transitório de humor orgânico, como reflexo da própria homeostase e catexia internas; flutuar de acordo com as relações intersubjetivas ou objetais ou mesmo fantasiosas;

 com as frustrações de ideais e, ainda, apresentar-se como traço marcante de caráter ou personalidade e que, qualquer que seja a sua forma ou manifestação, ela estará sempre relacionada com a origem, estrutura orgânica e relações desse ser consigo próprio e com as relações e vicissitudes da sua existencialidade.”

 A Disposição Depressiva

de Remark Vale

 

October 24

Psicanálise Relacional Contemporânea - da heresia à reformulação da Psicanálise

EDIÇÃO Nº24 | ABRIL - MAIO | 2015

RESUMO

O presente a rtigo efectua uma breve análise panorâmica sobre o movimento da Psicanálise Relacional Contemporânea, destacando as suas origens, principais premissas, investigadores de referência e enquanto questionamento crítico com vista ao aperfeiçoamento e superação de modelos e conceitos psicanalíticos obsoletos.

 PALAVRAS-CHAVE:

psicanálise relacional contemporânea, psicanálise clássica freudiana, 

relação analista-paciente, intersubjectividade, evolução científica. 

Psicanálise Relacional Contemporânea - da heresia à reformulação da Psicanálise

de João Balrôa

Este site usa cookies, para guardar informação de forma segura no seu computador.

Estes cookies destinam-se a optimizar a sua experiência de navegação neste site.

aceito cookies

Saiba mais acerca dos cookies