October 25

O Joio na Seara

EDIÇÃO Nº59 | OUTUBRO - NOVEMBRO - DEZEMBRO | 2022

BREVE EXCERTO

“O desenvolvimento e a disponibilidade de técnicas psicoterapêuticas decorrentes do conhecimento baseado na lógica e na evidência – razão pura e razão prática – é uma inegável e importante aquisição do nosso tempo histórico.

Efectivamente, vai-se esfumando a época da influência predominante – no campo da psicoterapia – do simples senso comum (psicologia popular) e do pensamento em arco reflexo do imediatismo empírico: do óbvio e do post hoc propter hoc (passou um cometa e morreu o Cardeal, logo os cometas matam os cardeais).

É dizer: do processamento linear, repetitivo e analógico do acontecer episódico (que obedece às leis do processo primário: contiguidade, continuidade, redundância e semelhança formal) – seja, da memória episódica não articulada histórica e biograficamente –, bem como do “sexto sentido” das nebulosas intuições da consciência primária (dos palpites).”

 

O Joio na Seara

De António Coimbra de Matos

October 25

A Síndrome de Boreout: Implicações para a Prática dos Psicólogos Organizacionais

EDIÇÃO Nº59 | OUTUBRO - NOVEMBRO - DEZEMBRO | 2022

BREVE EXCERTO

“Quase todos os trabalhadores do mundo, em algum momento, independentemente da natureza de seu trabalho, experimentaram episódios de tédio, falta de desafio, e falta de interesse (March & Simon, 1993; Rifkin, 2002). Um estudo realizado por Malachowski (2005) revelou que um terço de dez mil trabalhadores entrevistados reconheceu que o seu trabalho não impunha nenhum desafio e não se sentia motivado por ele. Os trabalhadores reconheciam que existiam horas do dia em que eles passavam o tempo a realizar tarefas que não tinham nada a ver com o trabalho, tais como, tarefas pessoais ou navegar na internet. Em 2008, o StepStone – Portal Europeu da Carreira - realiza uma investigação com 11.238 participantes, de sete países europeus, sobre a perda de tempo no trabalho, onde concluí que 32% dos trabalhadores europeus empregados não têm nada para fazer. Também a Manager Partner da Horton International afirma “as pessoas estão cansadas, deprimi- das e insatisfeitas porque não têm o que fazer e uma razão para o que fazem” (Única, 2010, p. 17). É neste contexto que surge o conceito de Boreout...”

 

A Síndrome de Boreout: Implicações para a Prática dos Psicólogos Organizacionais

De Liliana Faria e Lucinda Tavares

October 25

O Impacto dos Líderes Escolares no Resultado Acadêmico dos Alunos

EDIÇÃO Nº59 | OUTUBRO - NOVEMBRO - DEZEMBRO | 2022

BREVE EXCERTO

“Existe, actualmente, um interesse sem precedentes em relação ao modo como os líderes escolares influenciam os resultados dos alunos. Não apenas pela vontade política em reduzir as persistentes iniquidades sociais na educação, mas também pela crença de que os líderes educacionais terão o poder para operar uma mudança a este nível.

Múltiplos estudos sobre liderança escolar e o seu impacto nos resultados operacionais da organização educativa e no sucesso académico dos alunos têm sido produzidos ao longo das últimas décadas. Porém, as conclusões revelam-se incongruentes, dependendo dos modelos conceptuais adotados e da abordagem teórica considerada.

Neste espaço, partilhamos algumas das conclusões mais relevantes sobre o tema...”

 

O Impacto dos Líderes Escolares no Resultado Acadêmico dos Alunos

De Cristina de Pina e Cunha

 

October 25

Conversas com...

EDIÇÃO Nº59 | OUTUBRO - NOVEMBRO - DEZEMBRO | 2022

BREVE EXCERTO

\"A primeira vez que saí do país sem ser na companhia dos meus pais foi aos dezassete anos, na véspera de entrar para a Universidade em 1977. Na altura ainda ia com a fantasia calada de me esquecer de regressar. Antecipando em trinta e poucos anos os sábios conselhos dos nossos governantes actuais. Mas, e lamentavelmente, sempre amei demasiado este país e das várias vezes que me encontrei lá fora nunca me passou pela cabeça não voltar. De qualquer modo, e aproveitando a boleia de uns “primos” mais que afastados lá fui para a Suécia, que é hoje, para mim, uma segunda pátria, pelo menos afectiva. Já lá voltei vezes sem conta.

Pelo caminho começaram os choques culturais de um jovem provinciano que habitava Lisboa, e cuidava que a liberdade recém conquistada e várias noites à roda de fogueiras na Costa da Capa- rica, a discutir os filmes de Win Wnders e Tarkovsky ou os livros de Kundera ou o significado hermético do Carpet Crawlers o tinham preparado para enfrentar a Europa de Lars von Trier.

Não tinham. Por exemplo, na Alemanha essa potência sempre estranha e telúrica tão wagneriana, numa bomba de gasolina bloquei logo no desiderato de lavar as mãos. Um gesto prosaico mas que na sofisticada casa de banho pública implicava, então, o domínio do posicionamento correcto das mãos em frente à célula foto-eléctrica que operava a torneira! Nada que um momento de teatral fingimento olhando de soslaio o que faziam os demais não revelasse o “segredo” de tamanha tecnologia. Os choques “tecnológicos” sucediam-se. Talvez radique nessa frustração o facto de vinte anos mais tarde já me encontrar doutorado, precisamente no assunto de como diabo se criam coisas novas, porque é que são adoptadas e porque é que são (eram...) criadas sobretudo naqueles países mágicos do norte...\"

 

Conversas com...

De José Manuel Fonseca

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