October 21

Um Olhar Sobre os Desafios para a Psicologia Aplicada

EDIÇÃO Nº55 | OUTUBRO - NOVEMBRO - DEZEMBRO | 2021

BREVE EXCERTO

“A história da Associação Internacional de Psicologia Aplicada (International Associa- tion of Applied Psychology, IAAP) está repleta de momentos importantes, desde a sua fundação em 1920 em Genebra até à celebração online do seu centenário em 2020, em plena pandemia. Alguns marcos incluem o lançamento da revista Applied Psychology: An International Review (1952), o primeiro congresso realizado fora do espaço europeu (Montreal, 1974), a criação da primeira divisão temática (Divisão 1: Psicologia Organi- zacional, 1979), ou o seu reconhecimento como ONG pelas Nações Unidas (2005), que culminou pouco depois no primeiro dia internacional da Psicologia organizado pela mesma (2007). 

No âmbito da celebração do centenário da IAAP decidimos olhar para a frente – até porque a nossa visão encontra-se momentaneamente toldada pelo desafio que enfren- tamos de momento e pelo foco no curto-prazo resultante do confinamento – e pergun- tar aos membros da IAAP quais acreditavam ser os grandes desafios para a Psicologia Aplicada nos próximos cem anos. Recebemos o feedback de mais de 30 membros das mais diversas divisões e task forces, incluindo diversos ex-Presidentes e membros do Board of Directors, e publicámos os resultados na revista da IAAP, Applied Psychology Around the World (Neves, 2020).“ 

 

Um Olhar Sobre os Desafios para a Psicologia Aplicada 

De Pedro Neves

 

July 01

Do Burnout à Desconexão Psicológica: Aspetos Psicossociais do Envolvimento Excessivo no Tr

EDIÇÃO Nº54 | JULHO - AGOSTO - SETEMBRO | 2021

BREVE EXCERTO

“O envolvimento excessivo no trabalho (mental, físico e eletrónico) durante o tempo fora do trabalho contribui para o aumento da exaustão dos trabalhadores ao longo do tempo. Este artigo explora o caminho causal inverso da exaustão/burnout à falta de desconexão psicológica, sugerindo que este processo reverso pode operar dentro de um período de tempo relativamente curto. Estudos recentes sugerem que a exaustão profissional funciona como um preditor da diminuição da desconexão psicológica do trabalho durante os períodos de lazer, em apenas algumas semanas, propondo que a pressão de tempo no trabalho se intensifica e que experiências de lazer positivas reduzem esta associação entre a exaustão e a diminuição da desconexão psicológica. Alguns estudos também revelam que os trabalhadores exaustos acham a desconexão do trabalho cada vez mais difícil e, portanto, poderão sofrer uma recuperação insuficiente - embora sejam quem mais precise disso. A situação é particularmente grave quando os trabalhadores exaustos enfrentam altas pressões associadas a prazos, assim como uma carência de experiências de lazer satisfatórias. Este artigo demonstra a importância da desconexão psicológica na relação stressor-tensão, para que os trabalhadores possam ter um maior bem-estar sócio-ocupacional.“

 

Do Burnout à Desconexão Psicológica: Aspetos Psicossociais do Envolvimento Excessivo no Trabalho

De Ricardo João Teixeira

July 01

Consulta de Crise de Psiquiatria da Infância e Adolescência Um Recurso Útil?

EDIÇÃO Nº54 | JULHO - AGOSTO - SETEMBRO | 2021

BREVE EXCERTO

“Nos últimos anos, em Portugal, tem se registado um aumento significativo do número de internamentos e uma maior afluência ao Serviço de Urgência de Psiquiatria da Infância e Adolescência. Neste contexto, foi criada em 2017, no Hospital Dona Estefânia (HDE) – Centro Hospitalar Lisboa Central, a Consulta de Crise (CC), com o objetivo de monitorizar situações clínicas graves observadas no Serviço de Urgência (SU) de Pedopsiquiatria. Com este estudo pretende-se clarificar a utilidade da CC do HDE, através da caraterização dos casos observados durante os primeiros 18 meses de funcionamento, verificar o cumprimento dos critérios de referenciação e atuação e definir a percepção dos médicos relativamente à eficácia desta consulta. Os dados foram obtidos pela consulta do episódio de urgência, pela consulta do processo clínico e foi criado e aplicado um questionário online, a todos os médicos que realizaram esta consulta.

 Nos primeiros 18 meses, foram referenciados 157 doentes (n=157) à CC, o que corresponde a 6% das crianças observadas no SU do HDE. Os principais motivos de referenciação, foram ideação suicida (22%), alteração do comportamento (20%) e sintomatologia depressiva (17%). Os critérios da consulta foram maioritariamente cumpridos, existindo uma percepção correta por parte dos clínicos relativamente ao cumprimento ou incumprimentos do critérios. No entanto, verificou-se uma percepção de eficácia desta consulta negativa e a maioria dos médicos admite não se justificar a continuidade da CC nos moldes existentes. “

 Assim, este estudo permitiu compreender as limitações no funcionamento deste recurso e alerta para a importância de ser revisto o regulamento de funcionamento da mesma.

 

Consulta de Crise de Psiquiatria da Infância e Adolescência - Um Recurso Útil?

De Luísa Queiroga, Mara Costa de Sousa, Joana Mesquita Reis, Berta Ferreira e Pedro Caldeira da Silva

July 01

Morte e Leveza podem não ser incompatíveis

EDIÇÃO Nº54 | JULHO - AGOSTO - SETEMBRO | 2021

BREVE EXCERTO

“A morte na nossa sociedade é um tema que as pessoas evitam falar. Apesar de ser a única certeza que se tem na vida, que esta é finita, o medo, o receio e a angústia que estão associados ao pensar-se nisso, faz com que a morte seja um tema tabu. Contudo o não se falar da morte como algo natural, quando as pessoas se vêm obrigadas a lidar com ela, seja porque lhe é diagnosticada uma doença grave, ou porque um ente próximo morre ou lhe é diagnosticado uma doença grave, e/ou terminal, torna muitas vezes essa vivência mais penosa, pesada e sofrida.

A morte é um processo natural, porém doloroso, mas desmistificar o tema e alertar que, é preciso aceitar a morte para ter qualidade de vida, acaba por ser importante para melhorar a qualidade de vida, quando esta está a terminar.

 Quando a pessoa doente sabe que tem pouco tempo de vida, é importante permitir-se a fazer o luto de todas as suas relações e acima de tudo, fazer o luto de si própria. No entanto o doente terminal tende a passar pelas diversas fases de luto (negação, revolta, negociação, depressão e aceitação). Alguns doentes sabem da sua situação, mas fingem não saber ou não compreender, tal como os próprios familiares, isso exactamente pela dificuldade de se olhar para a finitude de vida e de se falar sobre o tema.“

 

Morte e Leveza podem não ser incompatíveis

De Joana de São João Rodrigues

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